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Uma Volta de Fim de Verão ao Redor da Albufeira

21 de setembro de 2026

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3 min de leitura
22,2 km
476 msubida
464 mdescida
433 mponto mais alto
4 h 11em andamento
☁️ 17 °CTempo

Começámos a nossa caminhada às onze e onze de uma manhã de segunda-feira fresca e ensolarada, a partir do parque de estacionamento no sopé da barragem da albufeira de Stolberg. Estavam uns frescos quinze graus sob um céu azul magnífico, um dia perfeito para aquecer os músculos e acumular alguns quilómetros. Logo no início, fizemos uma curta subida até à barragem, onde desfrutámos de uma vista deslumbrante sobre a água que refletia a luz do sol. O fim do verão tinha deixado a albufeira bastante baixa, expondo as suas margens onde se encontravam grandes aves — talvez garças, cegonhas ou até grou-comuns em migração. As bétulas ao redor já estavam a ficar amarelas e alguns arbustos encontravam-se despidos, dando à paisagem uma bela atmosfera de fim de verão.

O início do dia
O início do dia

Cerca de quatro quilómetros adentro da floresta, tivemos de fazer um pequeno desvio porque os lenhadores estavam ocupados a limpar madeira e a arrastar troncos com maquinaria pesada, o que obstruía completamente o nosso caminho. Felizmente, encontrámos rapidamente um trilho maior e mais calmo para desfrutar da manhã tranquila. Mais tarde, enfrentámos uma descida muito íngreme por um caminho coberto de cascalho solto e folhas caídas. A escorregar na encosta lamacenta, sentimos mesmo a falta dos nossos bastões de caminhada, mas conseguimos descer em segurança até ao ribeiro lá em baixo.

Após quase nove quilómetros, encontrámos uma mesa de piquenique acolhedora e escondida na sombra para uma longa pausa para o almoço. Repusemos as energias com sanduíches, ovos e batidos de proteína, enquanto reparávamos em minúsculos cogumelos que cresciam diretamente da mesa de madeira. Embora estivéssemos a contornar a albufeira, já não víamos a água há muito tempo, o que fazia parecer uma clássica caminhada na floresta das Ardenas ou de Eifel. Mais à frente, desviámo-nos da rota planeada para seguir um caminho familiar onde costumávamos colher cantarelos e murchas. Não encontrámos esses, mas avistámos bastantes cogumelos não comestíveis a crescer contra um tronco de árvore.

Continuando a nossa caminhada, seguimos um pequeno ribeiro chamado Kiersschijven, que estava ladeado por belos e perfumados bálsamos-dos-himalaias. Estas flores cor-de-rosa e brancas lembraram-nos das nossas antigas caminhadas na nossa terra natal, em Limburgo do Sul. Pouco depois, fizemos uma descoberta emocionante: um boleto enorme e pesado, com cerca de dez centímetros de largura, que sabíamos que seria perfeito para a nossa caçarola de jantar desta noite! Fizemos depois uma segunda pausa num palanque de caça baixo, absorvendo o sol e desfrutando de um novo lanche de trilho: pãezinhos de passas cobertos com fatias de banana.

À medida que o sol da tarde começava a descer, lançando um frio de fim de verão sobre os carvalhos que mudavam de cor e os fetos castanhos, completámos a nossa volta. Regressámos ao início do trilho, tendo apenas visto a albufeira logo no início da nossa jornada. Foi uma caminhada fantástica de vinte e dois quilómetros, com mais desníveis do que os que tínhamos enfrentado em meses. Chegámos ao carro pouco antes das cinco horas, cansados mas felizes após um belo dia de caça aos cogumelos e caminhada ao sol.

Take a hike. Make some stories.

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